Policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Polícia Militar, em ação conjunta, desarticularam uma quadrilha especializada em tráfico de drogas e prenderam 32 criminosos, durante operação realizada nesta sexta-feira (5), na região central de São Paulo, após oito meses de investigação e mais de mil horas de ligações interceptadas.

A operação, batizada de “Marrocos”, cumpriu 27 mandados de prisão e 39 de busca que levaram à apreensão de 10 quilos de crack e 25 kg de maconha, além de um revólver, quatro carabinas – sendo duas de uso exclusivo -, dinheiro, celulares, entre outros itens.

O secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, parabenizou o trabalho dos policiais. “Eu e o delegado-geral [Youssef Abou Chahin] só temos que cumprimentar os policiais civis e militares que participaram dessa operação tão significativa”, disse o secretário.

Mais de 650 policiais integraram a ação. Foi descoberto que a organização criminosa usava um movimento social como fachada para gerenciar o tráfico na região. Segundo a polícia, um dos prédios funcionava não só como base de operações do grupo, mas também como laboratório e “tribunal do crime”.

O delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, titular da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Denarc, enfatizou a ação realizada hoje. “Em um resultado muito positivo, atingimos o pequeno, o médio e o grande traficante e desarticulamos uma organização criminosa”.

Segundo ele, o legado dessa operação é que ela não será a última, mas sim o início de outras, não só na região central de São Paulo. O delegado explicou que a partir dessa ação outras irão acontecer, fruto de um trabalho ainda em andamento no Denarc.

O diretor do Departamento, Ruy Ferraz Fontes, disse que a Operação Marrocos pode melhorar a atuação policial na região. “Esperamos que essa operação diminua a chegada de drogas ao centro da cidade e que permita à polícia reinvestir no policiamento do local de uma forma mais tranquila”. O delegado ainda ressaltou que dezenas de pessoas estão sendo investigadas e que outras 50 já foram presas antes da operação.

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